O melhor dos pastéis

dia 2

Aqui em Conquista tem um bar que serve um pastel de shimeji que é um sonho, mas tem cream cheese e eu não tava podendo comer quando meus cunhados e sobrinhos vieram nos visitar em janeiro passado.

Mas o pastel é muito bom e queria que eles vivessem essa experiência, daí adaptei a receita e ficou muito, muito boa mesmo.

Massa pronta pra pastel (tipo coquetel), 250g shimeji fresco picado, 1/2 pimentão vermelho picado, 1 cebola picada, azeite, sal e pimenta moídos na hora e salsinha.

Numa panela, em fogo baixo, refogar a cebola no azeite, acrescentar o pimentão e shimeji, juntar o sal e a pimenta, refogar bem, Acrescentar 1/4 xícara (chá) de água e refogar até a água secar. Desligar o fogo, acrescentar a salsinha e misturar bem. Salsinha não curte o calor e deve ser sempre usada já com o fogo desligado.

Não sei quantos pontos tem, rs.

Vitória da Conquista, 2017.

Lá e de volta outra vez…

Há quatro anos, um mês e três dias atrás eu publiquei minha última receita por aqui, depois voltei pra dizer que estava grávida e que iria encerrar o blog, mas mantive no ar porque o arquivo era tão bom que não fazia sentido excluí-lo.

Em mim sempre ficou o vazio, porque nunca deixei de cozinhar mas escrever sobre comida sempre foi importante, uma forma de materializar a experiência terapêutica que a cozinha me proporciona.

O filho nasceu bem, aos 12 meses foi diagnosticado com alergia alimentar e eu pude praticar muito a arte de cozinhar já que vivemos um período em que comer só era seguro quando feito por mim.

Depois que ele se curou eu adoeci, acabei sensibilizando meu intestino e passei por um período de muitas restrições, entre uma coisa e outra engordei horrores, engordei porque não estava preocupada com o peso, porque eu cozinhava coisas muito boas, porque eu gosto de comer, porque já haviam restrições demais pra pensar no peso, por tantas outras razões que eu poderia passar a tarde digitando motivos. Me dei tempo, agora cansei, então retorno.

Retorno com novas experiências, com outras expectativas, outros hábitos, outra visão de mundo, com outras inspirações (briguei com o Jamie qdo ele se associou à Sadia e fui banida das redes sociais da Rita qdo ela desdenhou a necessidade de substituições na dieta de alérgicos), aprendi muito com muitas outras mulheres, virei ativista de um tanto de coisas e agora sou mãe, e ser mãe… ser mãe muda tudo.

Pra começarmos de maneira leve e sem nenhuma pretensão segue uma receitinha de creme de abóbora assada, que num primeiro momento todo mundo fez cara de “que coisa mais sem graça” mas depois não sobrou nadica na panela.

Creme de abóbora cabotiá assada

Fatiar a cabotiá com casca mas sem sementes, fatias de uns dois centímetros de largura (ou mais, pq abóbora é um trem difícil de cortar, rs), dispor numa assadeira de pizza, regar com azeite, temperar com sal e pimenta moídos na hora, levar ao forno alto até caramelar.

Retirar do forno e raspar a abóbora da casca,  nesse processo ela já vai se desmanchando inteirinha (ou bater com casca no liquidificador), colocar numa panela com alho refogado e deixar cozinhar até ficar homogêneo. Servir acompanhado de cebolinha (ou queijo ralado, ou gorgonzola ou pãozinho torrado) e ser feliz.

dia 1

Cozinhando com a mão esquerda…

Era a receita da vida inteira, com alterações que já fiz muitas vezes, no forno de todos os dias, a mesma farinha, o mesmo fermento, o mesmo chocolate, a mesma margarina… Era pra ser o bolo de Poli, pra festejar o niver dela, ia ganhar uma ganache de Amaro como cobertura… Mas pelo visto eu cozinhei com a mão errada e ele queimou nas bordas, solou no todo e no centro ainda ficou sem assar.
Vitória da Conquista, 2013.

Nosso Encontro no Maniff

A descrição do evento será feita por Virgínia, não consegui pensar em nada mais adequado, direto do Grupo, hehe.

“Foi realmente muito legal, ótimo contar com a presença de Amanda que chamou o garçom na ‘chincha’ pra dizer que o pão não era integral, ou seja, 4 pontos no lugar de 2!!!!

Kika, 1 kg mais magra, atenta a data de vencimento da cerveja (depois que bebeu toda!) e Daíse que deu o golpe pra não pagar a cerveja vencida.

Gente, Ninha tinha praticamente os pontos do dia pra gastar no Maniff, foi uma comédia! Finalizou com um doce lindo e ainda restaram 6 ou 8 pontos (Amanda pediu emprestado, mas não teve acordo!).

Descobri que a ameixa não é zero, eu pensei que fosse!! Preciso retomar o material do VP e estudar um pouco, vou aproveitar a greve!

Quem não foi, perdeu!!”

Na foto, no sentido horário, Eu (lá no espelho, do lado do quadro daquela velha que me dá medo!), Kika, Amanda, Virgínia e Ninha.

Vitória da Conquista, 2011.

Um biscoito de chocolate ou a história do bolo que não deu certo

Bem, eu num arroubo de generosidade decidi que ia tentar algo doce e de chocolate para agradar minhas amigas VP e meu marido chocólatra.

Acontece que não queria fazer nada que tivesse pontos demais, corri pra minha Cláudia Cozinha Especial – só chocolate e escolhi uma receita de Brownie light.

Segui a risca, mas inafortunadamente, a minha assadeira era maior que o recomendado, logo ficou uma camada fina de massa, e por algum motivo (provavelmente porque deixei “esfriar” no forno) o bolo assou demais, mas demais entenda-se por FICOU DURO, pacas!!

Mesmo assim, cortei um pedaço e dei ao maridex antes de jogar tudo no lixo, ele disse que estava ótimo, dava pra comer, que tinha ficado parecido com um cookie (sentiu o drama né?) e eu acreditei nele, no processo de cortar os pedaços do bolo/cookie Virgínia me ligou, resultado:

E esse foi o triste fim de três dedinhos…
Bem, não se pode ganhar todas, mas não desistirei de achar algo doce, achocolatado e com poucos pontos.
Vitória da Conquista, 2011.