Lá e de volta outra vez…

Há quatro anos, um mês e três dias atrás eu publiquei minha última receita por aqui, depois voltei pra dizer que estava grávida e que iria encerrar o blog, mas mantive no ar porque o arquivo era tão bom que não fazia sentido excluí-lo.

Em mim sempre ficou o vazio, porque nunca deixei de cozinhar mas escrever sobre comida sempre foi importante, uma forma de materializar a experiência terapêutica que a cozinha me proporciona.

O filho nasceu bem, aos 12 meses foi diagnosticado com alergia alimentar e eu pude praticar muito a arte de cozinhar já que vivemos um período em que comer só era seguro quando feito por mim.

Depois que ele se curou eu adoeci, acabei sensibilizando meu intestino e passei por um período de muitas restrições, entre uma coisa e outra engordei horrores, engordei porque não estava preocupada com o peso, porque eu cozinhava coisas muito boas, porque eu gosto de comer, porque já haviam restrições demais pra pensar no peso, por tantas outras razões que eu poderia passar a tarde digitando motivos. Me dei tempo, agora cansei, então retorno.

Retorno com novas experiências, com outras expectativas, outros hábitos, outra visão de mundo, com outras inspirações (briguei com o Jamie qdo ele se associou à Sadia e fui banida das redes sociais da Rita qdo ela desdenhou a necessidade de substituições na dieta de alérgicos), aprendi muito com muitas outras mulheres, virei ativista de um tanto de coisas e agora sou mãe, e ser mãe… ser mãe muda tudo.

Pra começarmos de maneira leve e sem nenhuma pretensão segue uma receitinha de creme de abóbora assada, que num primeiro momento todo mundo fez cara de “que coisa mais sem graça” mas depois não sobrou nadica na panela.

Creme de abóbora cabotiá assada

Fatiar a cabotiá com casca mas sem sementes, fatias de uns dois centímetros de largura (ou mais, pq abóbora é um trem difícil de cortar, rs), dispor numa assadeira de pizza, regar com azeite, temperar com sal e pimenta moídos na hora, levar ao forno alto até caramelar.

Retirar do forno e raspar a abóbora da casca,  nesse processo ela já vai se desmanchando inteirinha (ou bater com casca no liquidificador), colocar numa panela com alho refogado e deixar cozinhar até ficar homogêneo. Servir acompanhado de cebolinha (ou queijo ralado, ou gorgonzola ou pãozinho torrado) e ser feliz.

dia 1

Cozinhando com a mão esquerda…

Era a receita da vida inteira, com alterações que já fiz muitas vezes, no forno de todos os dias, a mesma farinha, o mesmo fermento, o mesmo chocolate, a mesma margarina… Era pra ser o bolo de Poli, pra festejar o niver dela, ia ganhar uma ganache de Amaro como cobertura… Mas pelo visto eu cozinhei com a mão errada e ele queimou nas bordas, solou no todo e no centro ainda ficou sem assar.
Vitória da Conquista, 2013.

Improvisando

Tem gente que improvisa com omelete, tem gente que improvisa com macarronada, tem gente que improvisa com mexidão, eu sempre, ou quase sempre, improviso com risoto!

1 porção desse porquinho aqui
150g arroz arbório
3g alho picadinho
30ml vodca
50g azeitona fatiada
60ml leite de coco light
100g requeijão light
Caldo de frango caseiro, sem sal ou gordura
Sal e noz moscada a gosto
            – Na panela superquente faça a primeira etapa do risoto (esquentar o arroz, perfumar com a vodca), na sequencia acrescente o porquinho e as azeitonas, refogue ligeiramente e comece a colocar o caldo.  Faça o procedimento normal até ficar al dente, acrescente o leite de coco e deixe ferver por mais cinco minutos.  Desligue o fogo, acrescente o requeijão e misture até homogeneizar bem.  Sirva com amêndoas em lascas e queijo parmesão ralado (light, ou não!).

1 porção de 21,7 pontos onde comem 2 famintos ou 3 com fartura.
(1058,5cal, 22,3gtot e 6,4fibra)

Vitória da Conquista, 2013.

Entre xícaras, colheres, gramas e eme-eles!

Eu vivo sendo questionada a respeito da forma que posto as receitas.  Eu sinto muita dificuldade em usar medidas como xícara de chá, colher de sopa, colher de chá, já que apesar de existirem medidas-padrão, nem sempre aquilo que você tem em casa é uma medida padrão.

         
Uma colher de sopa padrão, por exemplo, tem 15ml, mas aqui em casa eu tenho uma colher de sopa que cabe 7ml e outra que cabe 13ml.  Por isso comprei medidores tanto de xícaras quanto de colheres.  De acordo com Rita Lobo, os melhores são esses para xícaras e esses para colheres, nesse post ela também explica porque em algumas receitas é necessária a medida em gramas.
         
Mas mais do que padronizar a medida, eu peso todas as coisas pra facilitar a conta e conseguir calcular os pontos, minha rotina para cozinhar é a seguinte: faço o mise en place (separo tudo, na ordem que vai ser usado, pico, descasco etc.), peso tudo, anoto num caderninho, preparo o prato, enquanto ele está no fogo eu vou até este site e anoto quanto vale cada um dos alimentos que eu utilizei.  
       
Eu uso um aplicativo no tablet que requer 15 dados diferentes (calorias, gorduras totais e frações, sódio, potássio, carboidratos, fibras, proteínas, vitamina A e C, cálcio e ferro), eu preciso de todas essas informações pra cada prato que preparo, para cadastrar no tal aplicativo.  No final dessas contas todas, divido pelo número de porções que o prato rendeu e posto aqui. Deu pra sacar que eu tenho um trabalhão toda vez que faço algo pra comer, por isso no final ainda ter que converter em xícaras e colheres, me dá uma preguiça danada.

Eventualmente eu postarei alguma receita em xícaras e colheres, mas na maioria das vezes vou manter as informações em gramas mesmo, pra facilitar, segue um link com equivalências.
Vitória da Conquista, 2012.

Dias felizes

             A primeira parte da viagem foi em Aracaju, muitas delícias, sol, mar lindo, matei minha vontade de comer lula a dorê, tomei café espresso de tudo quanto é marca, de tudo quanto foi jeito, e de tudo quanto foi preço, até um havaiano rolou.

            Já em Garanhuns eu queria comer bode, e comi, bolinhas fritas de bode, sanduíche de bode e fui além… comi carneiro na chapa, uma pasta de linguiça blumenal com torrada e uma pastinha de queijo espetacular, que ficamos eu e Fer tentando descobrir qual o segredo do chef.

Enfim, foram dias felizes!!!

Vitória da Conquista, 2012.